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terça-feira, 23 de abril de 2013

PAI NOSSO PARA COLORIR






São Jorge



Jorge (Georgius) vem de geos, que quer dizer “terra”, e de orge, “cultivar”, de forma que o nome significa “cultivando a terra”.

No final da Idade Média, a história de S. Jorge era mais conhecida em toda a Europa na forma em que a apresenta a “Legenda Aurea” do Beato Tiago de Voragine. Guilherme Caxton traduziu e publicou essa obra. Lê-se aí que S. Jorge era um cavaleiro cristão nascido na Capadócia. Mas aconteceu que, certo dia, ao cavalgar na província da Líbia, entrou casualmente numa cidade chamada Silene, próximo à qual havia um charco onde vivia um dragão “que empestava toda a região”. O povo já se reunira para atacá-lo e matá-lo, mas o sopro dele era tão horrendo, que todos fugiram.

Para evitar que se aproximasse mais da cidade, diariamente lhe forneciam dois carneiros. Mas quando os carneiros escassearam, foi necessário substituí-los por vítimas humanas. A vítima era escolhida por sorteio e acontecera justamente que a sorte caíra sobre a filha do próprio rei. Ninguém queria tomar-lhe o lugar, e a jovem marchou para o seu destino, toda vestida de noiva. Nesse momento S. Jorge entra em cena, ataca o dragão e o atravessa com sua lança. Em seguida pega o cinto da donzela e o amarra em torno do pescoço do dragão. Com ele a jovem conduz o monstro cativo para a cidade. “Ele a seguiu como se fosse um animal manso e delicado”.

O povo estava prestes a fugir, tomado de pavor mortal, mas S. Jorge lhes disse que não tivessem medo. Se acreditassem em Jesus Cristo e recebessem o batismo, ele mataria o dragão. O rei e todos os seus súditos concordaram de boa mente. O dragão foi morto e precisou-se de quatro carros de boi para transportar a carcaça para um lugar distante e seguro. “Então cerca de 15 mil se fizeram batizar, sem contar as mulheres e as crianças”. O rei ofereceu tesouros a S. Jorge, mas este ordenou-lhe que os desse aos pobres. Antes de se despedir, deixou quatro recomendações: que o rei cuidasse da conservação das igrejas, honrasse os sacerdotes, assistisse assiduamente os serviços religiosos, e se mostrasse compassivo para com os pobres.

Na Palestina há registros oficiais de seu testemunho de fé. O seu túmulo está situado na cidade de Lida, próxima de Telavive, Israel, onde foi decapitado no século IV, e é local de peregrinação desde essa época, não sendo interrompida nem mesmo durante o período das cruzadas. Ele foi escolhido como o padroeiro de Gênova, de várias cidades da Espanha, Portugal, Lituânia e Inglaterra e um sem número de localidades no mundo todo. Até hoje, possui muitos devotos fervorosos em todos os países católicos, inclusive no Brasil.

O que se sabe é que o soldado Jorge foi denunciado como cristão, preso, julgado e condenado à morte. Entretanto o momento do martírio também é cercado de muitas tradições. Conta a voz popular que ele foi cruelmente torturado, mas não sentiu dor. Foi então enterrado vivo, mas nada sofreu. Ainda teve de caminhar descalço sobre brasas, depois jogado e arrastado sobre elas, e mesmo assim nenhuma lesão danificou seu corpo, sendo então decapitado pelos assustados torturadores. Jorge teria levado centenas de pessoas à conversão pela resistência ao sofrimento e à morte. Até mesmo a mulher do então imperador romano.

São Jorge virou um símbolo de força e fé no enfrentamento do mal através dos tempos. Seu rito litúrgico é oficializado pela Igreja católica e nunca esteve suspenso, como erroneamente chegou a ser divulgado nos anos 1960, quando sua celebração passou a ser facultativa. A festa acontece no dia 23 de abril, tanto no Ocidente como no Oriente.





sexta-feira, 19 de abril de 2013

A CELEBRAÇÃO EUCARÍSTICA



A palavra Eucaristia significa ação de graças; é dizer muito obrigado a Deus por toda a criação e pelo seu filho Jesus que veio realizar o plano de salvação para nós. É o agradecimento que a Igreja dirige a Deus, pois Jesus se tornou para nós alimento de vida eterna.

Para designar a eucaristia, usamos vários termos como:

Ceia do Senhor (l Cor 11, 20);

O partir do pão (At 2,46);

Missa (católicos, ortodoxos, alguns luteranos). A palavra vem do latim rnissio e significa a ordem de ir executar uma ordem ou simplesmente ir embora.

A missa é, portanto, o grande louvor que nós elevamos a Deus e através desse ato de louvar nos comprometemos a executar a ordem do próprio Deus que consiste em participar da construção de uma nova sociedade.

Para podermos celebrar bem a missa, é bom conhecer suas partes ou ritos. Não podemos esquecer que essas partes devem permanecer unidas, pois todas são importantes.
PARTES DA MISSA 

lntrodução: normalmente há um comentário inicial, explicando o sentido da missa e o que Deus vai nos falar; 

Procissão de entrada: o celebrante entra enquanto a assembleia entoa o canto de entrada. É a primeira manifestação de alegria do povo reunido por Deus;

O sinal da cruz: demonstra que a missa é realizada em nome de Deus (Trindade Santa);

O ato penitencial: faz-nos reconhecer que somos pecadores, no entanto, também devemos tomar consciência de que Deus é misericórdia e nos perdoa sempre;

O hino de louvor: convida-nos a louvar nosso Deus que nos ama e nos liberta;

A oração da coleta: reúne todas as intenções da Igreja e do povo presente;


1 - LITURGIA DA PALAVRA 

 Primeira leitura: na maioria das vezes é tirada do Antigo Testamento; às vezes, é dos Atos dos Apóstolos e do Apocalipse;

Salmo responsorial: é uma resposta à Palavra que ouvimos na primeira leitura;

Segunda leitura: mostra-nos a doutrina dos apóstolos;

O evangelho: Deus nos fala por intermédio de Jesus, a Palavra viva.

A homilia: reflexão sobre a palavra que ouvimos nas leituras;

O credo: professamos a nossa fé;

A oração da assembleia: fazemos os nossos pedidos a Deus.


2 - LITURGIA EUCARÍSTICA

Apresentação das oferendas: ofertamos nossa vida junto com o pão e o vinho;

O prefácio: hino de ação de graças, que inicia a oração eucarística;

Oração eucarística: é a narração da Paixão, morte e ressurreição e glorificação de Jesus. Nela, temos a consagração em que o pão e o vinho se tornam corpo e sangue de Cristo.

Pai nosso: mostra-nos que somos filhos e filhas do mesmo Pai;

O abraço de paz: é o sinal de fraternidade e de união;

A comunhão: recebemos o corpo de Cristo, alimento de nossa vida espiritual.

3 - RITOS FINAIS


Bênção final: Deus, por meio do padre, nos abençoa e nos envia para a nossa missa na vida cotidiana. 


Fonte:Desconhecida - recebi este encontro de uma  amiga, não tinha  o nome da fonte.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

O que acontece na Missa?


A sabedoria popular entende que substância é aquela realidade que faz com que um corpo seja e permaneça tal, mesmo se mudam suas qualidades de cor, forma, tamanho etc. Você, por exemplo, é o mesmo que era quando nasceu, embora seu corpo tenha crescido e mudado muito durante sua existência. 



Tamanho, cor, peso, sabor, consistência do pão e do vinho continuam visíveis como antes. Mas, por debaixo dessas aparências, a substância (= aquilo que está sob) não é mais do pão e do vinho, porém, do próprio Jesus vivo, inteiro, imortal, glorioso como no céu. 



Seu corpo não se divide, quando se divide a hóstia consagrada. Não são muitos Cristos, mas muitas presenças do mesmo Cristo em todas as hóstias e em todos os sacrários onde elas se conservam. 

Esse mistério chama-se transubstanciação. Não somos capazes de compreender como acontece, mas percebemos que é perfeitamente possível e certo, porque, "como na criação, Deus produz do nada todos os seres, assim na Eucaristia se dá a conversão de todo o ser do pão e todo o ser do vinho no de Jesus. Como só Deus pode criar do nada, também só Deus pode 'transubstanciar'" (D. Estêvão Bittencourt). 

Jesus, após a multiplicação dos pães, mandou recolher os fragmentos para que não se perdessem. Era também uma profecia da sua presença na hóstia consagrada: qualquer pedaço em que se parte o pão consagrado, está Jesus todo. 

No século XIII, Santo Tomás de Aquino, um dos maiores teólogos de todos os tempos, foi encarregado pelo Papa de compor em latim dois hinos que celebram esse mistério. Resultou numa composição estupenda pela beleza poética e pela profundidade teológica. Eis partes dela: 

1º hino 

Louve, ó língua, o mistério do Corpo glorioso e do Sangue precioso, que para a salvação do mundo o Rei dos povos derramou como fruto generoso do seu coração. 

Nascido para nós da Virgem imaculada, vivendo entre os seus, ele se dá a nós depois de espalhar no mundo a semente de sua palavra. 

Na noite suprema da Ceia, sentando-se com seus irmãos e obedecendo plenamente à lei da Páscoa, ao grupo dos doze ele se deu a si mesmo com suas próprias mãos. 

Pela sua palavra, pão e vinho se fazem Carne e Sangue de Cristo. E se os sentidos não conseguem, basta a fé para firmar o nosso coração sincero. 

Veneremos, prostrados, esse grande Sacramento. A Antiga Aliança cede ao novo rito. A fé sirva de suplemento ao que falta aos nossos sentidos. 

Recebam por isso o nosso louvor, júbilo, honra e saudação, o Pai e o Filho, juntamente com o Espírito Santo, que deles procede. 

2º hino 

Nessa mesa do novo Rei termina a fase antiga e proclama-se uma nova Páscoa, uma nova Lei. 

O que Cristo fez na Ceia mandou que se fizesse em sua memória. Um dogma é dado aos cristãos: o que era pão se torna Carne; o que era vinho se torna Sangue. O que tu não percebes nem vês, a fé animosa confirma. 

Permanecem visíveis os sinais, não, porém, a matéria anterior. 
Permanece Cristo todo sob ambas as aparências, para dar sua Carne como alimento e seu Sangue como bebida. 

Não é partido nem dividido, mas todo inteiro é recebido; nem se consome, mesmo se um ou mil o recebem» 
Partido, pois, o Sacramento, não vaciles, mas te lembres: tanto está no fragmento quanto no todo. Não se faz divisão nem se diminui a estatura do ser, mas do sinal. 

Recebem-no os bons e os maus, mas com sorte desigual: para os bons é vida; morte para os maus. 

Bom pastor, Pão verdadeiro, que nos apascentas aqui como mortais, faz-nos teus comensais, herdeiros e solidários, na pátria eterna dos santos. 

Mistério de união 

Por que será que Jesus chegou a este ponto de se doar a nós como alimento? 

É certamente porque anseia pela mais íntima união de nossa alma com ele e com todos os que crerem nele. É o que expressou vivamente em sua última conversa com os apóstolos, após a última ceia. 

Foi um momento triste de despedida, que ele transformou em anúncio alegre de que pretendia permanecer no coração dos cristãos para sempre. 

Em palavras cheias de emoção, dirigidas ao Pai, mas repassadas aos discípulos e a todos nós como um testamento supremo e ensinamento definitivo, assim ele exprime-se: 

Eu não rogo somente por eles, mas também por aqueles que vão crer em mim pela palavra deles. Que todos sejam um, como tu, Pai, estás em mim, e eu em ti. Que eles estejam em nós, a fim de que o mundo creia que tu me enviaste.... eu neles, e tu em mim (João 17,20-23). 

E insiste: 

Pai, quero que estejam comigo aqueles que me deste... para que o amor com que me amaste esteja neles, e eu mesmo esteja neles (Jo 17,24-26). 

Eis o motivo pelo qual ele quis se dar a nós como alimento: ele quer que, recebendo a Eucaristia, alcancemos a mais íntima união com ele.Tal como expressou na parábola da videira: 

Permanecei em mim, e eu permanecerei em vós. Como o ramo não pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira, assim também vós não podereis dar fruto se não permanecerdes em mim. Eu sou a videira e vós, os ramos. Aquele que permanece em mim, como eu nele, esse dá muito fruto; pois sem mim, nada podeis fazer (João 15,1-11). 

Ao preparar o cálice, durante a celebração da Missa, o padre une ao vinho uma gota de água. É um ato bem significativo: o vinho, naquele momento, significa a natureza humana de Cristo, e a pequena gota de água, a nossa natureza humana que se perde no meio de muitas gotas de vinho no cálice. Assim, a nossa humanidade, mergulhada na humanidade de Cristo, ao recebê-lo em comunhão incorpora-se a Cristo e transforma--se por sua ação divina. 

Mais ainda: Jesus expressa ao Pai nessa oração o desejo ardente que vivamos em íntima união fraterna (comunhão quer dizer união comum  com os irmãos na fé, os cristãos. A raiz da nossa comunhão eclesial é a Eucaristia que todos recebemos. 

Origem e modelo da nossa união com Cristo e entre nós, membros da Igreja, é a unidade entre o Pai e o Filho. 

Essa origem vem do alto, comenta um autor. É gratuita e invisível. Mas deve tornar-se visível na Igreja e na sociedade pela união que precisa existir entre nós: "Para que vejam e acreditem", disse Jesus. E como vamos exprimi-la? Por meio de um amor disposto a servir a todos, até os inimigos. 

Por isso, Jesus lavou os pés dos discípulos antes de instituir a ceia da Eucaristia. Foi um sinal desse amor-serviço. Ele deseja que o cristão seja com os outros e para os outros uma busca constante de convivência e solidariedade. 

Assim, a Eucaristia tornou possível a existência e a ação da Igreja como povo de Deus. A Igreja modela-se no próprio Deus, que é comunhão  diálogo de amor entre o Pai, o Filho, o Espírito Santo. Igreja não é uma comunidade fechada em si mesma. Sai em busca dos outros com ardor missionário, para que todos gozem dessa comunhão na terra, em vista e na espera da reunião final na eternidade, onde o único bem que prevalece é o amor. 

A intervenção do Espírito Santo 

Em plena celebração eucarística, o padre celebrante invoca a presença do Espírito Santo. Para quê? 

Assim como o Espírito Santo interveio em todos os acontecimentos misteriosos da vida de Jesus e da formação da Igreja, é ele, enfim, que na Missa, invocado pelo celebrante antes da Consagração, santifica o pão e o vinho que Jesus transformará em si mesmo. 

"O que o Espírito Santo toca", disse São Cirilo de Jerusalém, "é santificado e transformado totalmente". 

E assim como antes da Consagração santificou o pão e o vinho, que, em seguida, se tornam o Corpo físico de Cristo, também depois da Consagração santifica os participantes da Missa e todo o povo cristão, unidos no Corpo Místico de Cristo. A Eucaristia revela-se raiz da nossa comunhão eclesial. 

Sacrifício da Nova Aliança 

Sacrifício é, antes de tudo, oferta. Na cruz, Jesus ofereceu-se para a nossa salvação. O mesmo ele faz na Missa, que se torna assim o grande oferecimento de si mesmo ao Pai por nós. 

E oferece-se também a nós, primeiro alimentando-nos com a mesa da sua palavra, depois com a de seu próprio Corpo. Embora essas duas partes da Missa recebam nomes diversos: liturgia ou mesa da Palavra e liturgia ou mesa do Sacrifício, constituem um único e definitivo oferecimento  perpetuando o que ele fez na cruz. 

A Missa não é repetir, não é multiplicar, não é acrescentar algo ao sacrifício de Cristo na cruz. O memorial de que fala o Missal não é apenas uma recordação agradecida, uma encenação do acontecimento da cruz. É o mesmo acontecimento que se atualiza incessantemente através do tempo. 

Mas como pode ser o mesmo acontecimento? 

Porque está presente o autor, Jesus, e o seu oferecimento é permanente  Nos sacrifícios antigos, o autor da oferta era o sacerdote hebreu que, quando morria, tinha de ser substituído por outro. Na Missa, Jesus continua vivo e imortal, tornando contínuo, perpétuo, seu oferecimento e aplicando-o aos homens ao longo de todos os séculos. Cristo é o doador e o dom, o ofertante e a oferta. 

Chama-se "sacrifício da Nova Aliança". Por quê? 

Como já lembramos, Deus Pai fez uma aliança com o povo hebreu na antiguidade, baseada na promessa de um Salvador, que chamou de Messias: o Ungido, o Consagrado. Essa aliança, fundamentada na Lei de Deus, à qual os hebreus prometiam obediência, conservou o povo unido numa mesma fé durante milênios  embora muitas vezes tenha sido fraco e infiel. Jesus é esse Messias anunciado. Na última ceia e com sua morte e ressurreição, estabeleceu com os que crêem nele uma Nova Aliança, baseada no amor e fidelidade à sua palavra. 

Seguindo o costume dos hebreus na ceia pascal, ele partiu o pão, mas para indicar sua morte que estava para acontecer. Na cruz Jesus é partido para nós. No pão partido transformado em si mesmo, ele oferece-se aos discípulos e a nós. A Nova Aliança é a do amor, não simplesmente da obrigação a uma lei. Amor capaz de construir e transformar os corações. 

Jesus não é simplesmente uma doutrina para a gente estudar e acreditar. Mas uma Pessoa que, pela Eucaristia, entra em nossa vida para transformar toda a nossa maneira de viver e de nos relacionar com os outros. 

"Não vos conformeis com este mundo", diz São Paulo (Romanos 12,2), "mas transformai-vos pela renovação de vossa mente", numa nova maneira de compreender e orientar as próprias decisões. 

O publicano Zaqueu, antes todo dedicado ao dinheiro e aos bens materiais, transformou-se totalmente pelo seu contato com Jesus, como vimos em Lucas 19,1-10.* 

E por que se chama Eucaristia? 

De origem grega, a palavra "eucaristia" tem o sentido de ação de graças, oração de agradecimento. Os hebreus faziam-na no início de cada refeição, significando louvor agradecido a Deus por aquela refeição e por toda a sua ação salvadora sobre o povo de Deus. 

Jesus proferiu-a ao abençoar o pão na última ceia. Os apóstolos e primeiros cristãos conservaram o costume de agradecer nas suas refeições e, logicamente, na grande refeição da Missa. Assim, ela é um grande louvor e agradecimento pela redenção operada por Cristo em favor de toda a humanidade. 

Por isso, antes de realizar o grande acontecimento da Consagração do pão e do vinho, a comunidade cristã desata um hino de jubilosa gratidão que a liturgia chama de Prefácio, não no sentido de "dizer antes", mas no de "dizer diante", isto é, diante do prodígio da comemoração da sua Páscoa. 

"É uma ação de graças comunitária. Não uma coleção de indivíduos somando suas ações de graças pessoais, mas o Corpo Místico de Cristo cujos membros, interligados na unidade, tornam própria a única ação de graças com que cada um se esforça para viver em comunhão" (cf. Tillard, Jean Marie Roger, A comunhão na Páscoa do Senhor, p. 553). 


Fonte: O Pão da vida - Walter Ivan de Azevedo (Paulinas)

Para colorir:



segunda-feira, 15 de abril de 2013

Um Encontro Maravilhoso



Um dia, levantei-me de manhã cedo para assistir o nascer do sol. A beleza da Criação Divina estava além de qualquer descrição. Enquanto eu assistia, louvei ao *SENHOR* pelo Seu belo trabalho. Sentado lá, senti a presença de *DEUS* comigo. Ele me perguntou:
"- Você me ama?"
Eu respondi:
- É claro, *SENHOR*! Tu és o meu *SENHOR* e Salvador!
Então Ele perguntou:
"- Se você tivesse alguma dificuldade física, ainda assim Me amaria?"
Eu fiquei perplexo...
Olhei para meus braços, pernas e para o resto do meu corpo e me perguntei quantas coisas eu não seria capaz de fazer... Coisas que eu dava como certas.
E eu respondi:
- Seria difícil *SENHOR*, mas eu ainda o amaria.
Então o *SENHOR* disse:
"- Se você fosse cego, ainda amaria minha criação?"
Como eu poderia amar algo sem a possibilidade de vê-lo? Então eu pensei em todas as pessoas cegas no mundo... E quantos deles ainda amam a *DEUS* e Sua Criação.
Então respondi:
- É difícil pensar nisto, mas eu ainda o amaria.
O *SENHOR* então perguntou-me:
"- Se você fosse surdo, ainda ouviria Minha Palavra?"
Como poderia ouvir algo sendo surdo? Então eu entendi. Ouvir a "Palavra de DEUS" não é simplesmente usando os ouvidos, mas nossos corações. Eu respondi:
- Seria difícil, mas eu ainda ouviria Tua palavra!
O *SENHOR* então perguntou:
"- Se você fosse mudo, ainda louvaria Meu nome?"
Como poderia louvar sem uma voz?
Então me ocorreu:
*DEUS* deseja que cantemos de toda nossa alma e todo nosso coração. Não importa como possa parecer.
E louvar a *DEUS* não é sempre com uma canção... Mas quando somos oprimidos, nós louvamos a *DEUS* com nossas palavras de gratidão.
Então eu respondi:
- Embora eu não pudesse fisicamente cantar, louvaria ainda o Teu Nome.
E o *SENHOR* perguntou:
"- Você realmente Me ama?"
Com coragem e forte convicção, eu respondi seguramente:
Sim, *SENHOR*! Eu te amo! Tu És o Único e Verdadeiro *DEUS*!
Eu pensei ter respondido bem, mas então *DEUS* perguntou:

"- ENTÃO POR QUE PECAS?"
Eu respondi:
- Porque sou apenas um humano. Não sou perfeito!

"- ENTÃO PORQUE EM TEMPOS DE PAZ VOCÊ SE DISTANCIA?" "PORQUE SOMENTE EM TEMPOS DE PROBLEMAS VOCÊ ORA COM FERVOR?"

Sem respostas... Somente lágrimas...
O *SENHOR* continuou:
"- Por que cantas somente nas confraternizações e nos retiros?"
"- Por que Me buscas somente nas horas de adoração?"
"- Por que Me perguntas coisas tão egoístas?"
"- Por que Me fazes perguntas tão sem Fé?"
As lágrimas continuavam a rolar em minha face....
"- Por que você está com vergonha de MIM?"
"- Por que você não está espalhando as Boas Novas?
"- Por que em tempos de opressão, você chora a outros quando EU ofereço Meu ombro para você chorar nele?"
"- Por que cria desculpas quando lhe dou oportunidades de servir em Meu Nome?"
Eu tentei responder...
Mas não havia resposta a ser dada.
"- Você é abençoado com vida!"
"- EU não lhe fiz para que jogasse este presente fora."
"- EU lhe abençoei com talentos para Me servir, mas você continua a se virar..."
"- EU revelei Minha Palavra a ti, mas você não progride em conhecimento."
"- EU falei com você, mas seus ouvidos estavam fechados."
"- EU mostrei Minhas Bençãos, mas seus olhos se voltavam pra outra direção.
"- EU lhe mandei servos, mas você se sentou ociosamente enquanto eles eram afastados."
"- EU OUVI AS SUAS ORAÇÕES E RESPONDI A TODAS ELAS."
"- VOCÊ VERDADEIRAMENTE ME AMA?"

Eu não pude responder...Como eu poderia? Eu estava, inacreditavelmente, constrangido. Eu não tinha desculpa. O que eu poderia dizer?
Quando meu coração chorou e as lágrimas não se controlavam, eu disse:
- Por favor, perdoe-me *SENHOR*. Eu não sou digno de ser seu filho...
O *SENHOR* respondeu:
"- Esta é Minha Graça, Minha Criança..."
Eu perguntei:
- Então por que continuas a me perdoar??
- Por que me amas tanto?"
O *SENHOR* respondeu:
"- Porque você é Minha Criação! Você é Minha Criança!"
"- EU nunca te abandonarei!"
"- Quando você chorar, EU terei compaixão e chorarei com você..."
"- Quando você estiver alegre, EU vou rir com você..."
"- Quando você estiver desanimado, EU te encorajarei..."
"- Quando você cair, EU vou te levantar..."
"- Quando você estiver cansado, EU te carregarei..."
"- EU estarei com você até o Final dos Tempos, e Te Amarei Para Sempre!"

Eu jamais chorara daquela maneira antes. Como pude ter sido tão frio? Como pude ter magoado *DEUS* como fiz?

Eu perguntei à *DEUS*:
- Quanto me amas?
Então, O *SENHOR* esticou Seu braço... E eu vi "Suas Mãos com Enormes Buracos Sangrentos"...
Logo, curvei-me aos pés de JESUS CRISTO, meu Salvador...
E, pela primeira vez, eu Orei, verdadeiramente!





sábado, 13 de abril de 2013

Homilia do 3º Domingo da Páscoa – Ano C


Evangelho (João 21,1-19)

— O Senhor esteja convosco. 
Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, 1Jesus apareceu de novo aos discípulos, à beira do mar de Tiberíades. A aparição foi assim: 2Estavam juntos Simão Pedro, Tomé, chamado Dídimo, Natanael de Caná da Galileia, os filhos de Zebedeu e outros dois discípulos de Jesus.
3Simão Pedro disse a eles: “Eu vou pescar”. Eles disseram: “Também vamos contigo”. 
Saíram e entraram na barca, mas não pescaram nada naquela noite. 
4Já tinha amanhecido, e Jesus estava de pé na margem. Mas os discípulos não sabiam que era Jesus. 5Então Jesus disse: “Moços, tendes alguma coisa para comer?”
Responderam: “Não”. 
6Jesus disse-lhes: “Lançai a rede à direita da barca, e achareis”.
Lançaram pois a rede e não conseguiam puxá-la para fora, por causa da quantidade de peixes. 7Então, o discípulo a quem Jesus amava disse a Pedro: “É o Senhor!”
Simão Pedro, ouvindo dizer que era o Senhor, vestiu sua roupa, pois estava nu, e atirou-se ao mar. 8Os outros discípulos vieram com a barca, arrastando a rede com os peixes.
Na verdade, não estavam longe da terra, mas somente a cerca de cem metros.
 9Logo que pisaram a terra, viram brasas acesas, com peixe em cima, e pão.
10Jesus disse-lhes: “Trazei alguns dos peixes que apanhastes”.
11Então Simão Pedro subiu ao barco e arrastou a rede para a terra. Estava cheia de cento e cinquenta e três grandes peixes; e apesar de tantos peixes, a rede não se rompeu.
12Jesus disse-lhes: “Vinde comer”. 
Nenhum dos discípulos se atrevia a perguntar quem era ele, pois sabiam que era o Senhor. 13Jesus aproximou-se, tomou o pão e distribuiu-o por eles. E fez a mesma coisa com o peixe.
14Esta foi a terceira vez que Jesus, ressuscitado dos mortos, apareceu aos discípulos.15Depois de comerem, Jesus perguntou a Simão Pedro: “Simão, filho de João, tu me amas mais do que estes?” 
Pedro respondeu: “Sim, Senhor, tu sabes que eu te amo”. 
Jesus disse: “Apascenta os meus cordeiros”.
16E disse de novo a Pedro: “Simão, filho de João, tu me amas?” 
Pedro disse: “Sim, Senhor, tu sabes que eu te amo”. 
Jesus lhe disse: “Apascenta as minhas ovelhas”.
17Pela terceira vez, perguntou a Pedro: “Simão, filho de João, tu me amas?”
Pedro ficou triste, porque Jesus perguntou três vezes se ele o amava. Respondeu: “Senhor, tu sabes tudo; tu sabes que eu te amo”. 
Jesus disse-lhe: “Apascenta as minhas ovelhas.
18Em verdade, em verdade te digo: quando eras jovem, tu cingias e ias para onde querias. Quando fores velho, estenderás as mãos e outro te cingirá e te levará para onde não queres ir”. 19Jesus disse isso, significando com que morte Pedro iria glorificar a Deus. E acrescentou: “Segue-me”.

Palavra da Salvação.
Glória a vós Senhor.

Homilia

Na força do Ressuscitado, a Igreja iniciou o seu trabalho evangelizador como nos testemunha o livro dos Atos dos Apóstolos. Duas são as reações provocadas: empatia e hostilidade. De um lado, os cristãos eram estimados por todos (At 4,33) pois não proclamavam uma verdade teórica, mas um novo modo de viver (At 5,20). Por outro lado, os cristãos eram perseguidos, porque falavam em nome do Senhor Jesus.

Hoje, ainda percebemos esta dupla reação. Mas é preciso ter clareza de que o mais importante é o testemunho, não as palavras. É preciso também reconhecer os limites dos cristãos, que pela falta de testemunho criam barreiras para que o mundo se encante pelo Evangelho. No caso da Igreja como instituição, é preciso um constante exame de consciência, reconhecendo que a igreja está em contínua reforma - Ecclesia semper reformanda.

No Evangelho, vemos que os discípulos ainda não haviam se deixado tocar totalmente pela força do Ressuscitado. Estavam em um estágio bem diferente daquele relatado na primeira leitura, ou seja, sem vitalidade. Mesmo tendo visto o Senhor, voltaram às atividades cotidianas. Além disso, realizavam um trabalho vão, pois não pescaram nada.

A presença de Cristo causou uma transformação, iniciada com uma provocação de fé: “joguem a rede do lado direito!” Deviam confiar, abrindo-se para a graça da fé, obedecer mesmo quando parecia improvável. Jogaram a rede do lado direito, que simboliza o lado das bênçãos, dos escolhidos (lá é o lugar dos benditos do Pai: cf. Mt 25), o lado da consciência, do sentido da vida. Devem, com esta atitude, lembrar que são escolhidos e agraciados, tendo consciência do sentido que o Senhor Ressuscitado traz para suas vidas. Devem deixar o estado de marasmo, abandonar a tristeza e abraçar a alegria, o sentido da vida e da missão. Agora a barca da Igreja vai pescar, e em sua rede caberá todos os tipos de peixes, simbolizados pelo número 153.

O maior milagre, no entanto, não foi a pesca. Mais importante foi a transformação de vida operada nos discípulos. Mais ainda a transformação de Pedro: de negador e temeroso em apóstolo do amor. Permitiu que a omissão e um coração vacilante se convertessem em amor ao Mestre: “Sim, Senhor, tu sabes tudo, tu sabes que eu te amo”.

Hoje a Palavra de Deus nos convida a uma transformação. As dificuldades (perseguições) devem se tornar alegria, à exemplo dos apóstolos ao saírem do Sinédrio, como nos diz o Salmo: “transformastes o meu pranto em uma festa” (Sl 29,12). Devemos transformar nosso coração temeroso e sem vitalidade em um coração cheio de vida, tocado pelo dinamismo do Ressuscitado. Para tanto, será necessário encher a vida de amor como Pedro o fez. Nosso apóstolo não fez uma confissão de fé como Tomé, mas uma confissão de amor que o tornou apto para conduzir a Igreja primitiva: “Sim, Senhor, tu sabes que eu te amo”.

Pe. Roberto Nentwig


Fonte: Catequese e Bíblia

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Evangelho - Jo 3,16-21



Deus enviou seu Filho ao mundo
para que o mundo seja salvo por Ele.
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São João 3,16-21

16Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, para que não morra todo o que nele crer, mas tenha a vida eterna. 17De fato, Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele. 18Quem nele crê, não é condenado, mas quem não crê, já está condenado, porque não acreditou no nome do Filho unigênito. 19Ora, o julgamento é este: a luz veio ao mundo, mas os homens preferiram as trevas à luz, porque suas ações eram más. 20Quem pratica o mal odeia a luz e não se aproxima da luz, para que suas ações não sejam denunciadas. 21Mas quem age conforme a verdade aproxima-se da luz, para que se manifeste que suas ações são realizadas em Deus.

Palavra da Salvação.


Reflexão 
A vinda de Jesus ao mundo é a grande manifestação do amor misericordioso de Deus, que não quer a morte do pecador, mas que ele se converta e viva, e por isso manda o seu próprio Filho, não para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele, ou seja, pelo mistério de sua paixão, morte e ressurreição, todas as pessoas que querem viver segundo a luz, realizando as obras de Deus, e fugir das obras das trevas, fugir do pecado e das suas conseqüências, deixam de ser escravas do pecado e da morte e tornam-se livres, filhos e filhas de Deus, para viver segundo a graça e caminhar na esperança de que viverá eternamente junto de Deus.


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quarta-feira, 3 de abril de 2013

Consagração a Maria


Ó Maria, nossa mãe, mestra e Rainha,
acolhei-me entre os que amais,
guiais e santificais, no seguimento de Jesus Cristo,
Divino Mestre.
Em Deus, vede os filhos que Ele chama,
e por eles intercedeis, obtendo-lhes graças, luz e conforto.
Jesus Cristo, nosso divino Mestre, confiou-os inteiramente
aos vossos cuidados, desde a encarnação até a ascensão.
Isto é para mim ensinamento, exemplo e dom inefável.
Como Jesus, eu também me coloco em vossas mãos.
Obtende-me a graça de conhecer, imitar e amar
sempre mais o Divino Mestre, Caminho, Verdade e Vida.
Apresentai-me a Jesus, para ser admitido entre
os discípulos dele.
Iluminai-me, fortificai-me e santificai-me.
Que eu possa corresponder plenamente a vossa bondade,
e possa um dia dizer: “Eu vivo, mas já não sou eu que vivo,
pois é Cristo que vive em mim”.
E vós, ó São Paulo, discípulo fiel de Jesus,
alcançai-me a graça de ser forte e perseverante.
Quero corresponder sempre mais ao DOM de Deus,
“até que em mim se forme Jesus Cristo”.Amém!

Bem-aventurado Tiago Alberione

terça-feira, 2 de abril de 2013

SALVE MARIA !!!

Recebam as bençãos e graças da Virgem Mãe de Deus!





ESTAMOS MUITOS FELIZES E HONRADOS COM ESTA VISITA!
Chegou ontem em nossa Paróquia do Sagrado Coração de Jesus do Bequimão, e permanecerá durante  7(sete) dias a imagem de Nossa Senhora de Fátima, trazida pelos Arautos do Evangelho.


Ela veio ao nosso encontro, demonstrar o quanto somos amados e queridos  pelo seu filho Jesus Cristo e por ela. E não importa a Maria as nossas misérias, importa a Mãe, que tenhamos um coração arrependido, humilde e sincero, e que busquemos sempre nos reconciliar com o Pai. 
Abençoada sejamos todos nós com essa visita. 

SEMANA MISSIONÁRIA MARIANA

PROGRAMAÇÃO:

Santa Missa: todos os dias 
manhã: 7h45min
noite: 19h30min

Confissões: todos os dias
manhã: 9h30min  às 12h30min
tarde: 15h30min  ás 19hs

Todos os dias visitas missionárias na comunidade(casas)

Feliz Páscoa e Salve Maria!



segunda-feira, 1 de abril de 2013

Oração dos Catequistas Unidos






Palavras do Papa na Praça de São Pedro




Regina Coeli
Praça São Pedro – Vaticano
Segunda-feira, 1º de abril de 213

Boletim da Santa Sé
Tradução: Jéssica Marçal

Queridos irmãos e irmãs,

Bom dia e boa Páscoa a todos vocês! Agradeço-vos por terem vindo também hoje em grande número, para compartilhar a alegria da Páscoa, mistério central da nossa fé. Que a força da Ressurreição de Cristo possa atingir cada pessoa – especialmente quem sofre – e todas as situações mais necessitadas de confiança e esperança.

Cristo venceu o mal de modo pleno e definitivo, mas espera também nós, os homens de cada tempo, acolher esta vitória na nossa vida e nas realidades concretas da história e da sociedade. Por isto parece-me importante destacar aquilo que hoje pedimos a Deus na liturgia: “Ó Pai, que fazes crescer a tua Igreja doando-lhe sempre novos filhos, concede a teus fiéis expressar na vida o sacramento que receberam na fé” (Oraz. Coleta da Segunda-Feira da Oitava de Páscoa).

É verdade, o Batismo que nos faz filhos de Deus, a Eucaristia que nos une a Cristo, devem transformar-se em vida, traduzir-se, isso é, em atitudes, comportamentos, gestos, escolhas. A graça contida nos Sacramentos pascais é um potencial de renovação enorme para a existência pessoal, para a vida das famílias, para as relações sociais. Mas tudo passa pelo coração humano: se eu me permito alcançar a graça de Cristo ressuscitado, se me permito mudar naquele meu aspecto que não é bom, que pode fazer mal a mim e aos outros, eu permito à vitória de Cristo ter sucesso na minha vida, ampliar a sua ação benéfica. Este é o poder da graça! Sem a graça não podemos nada. Sem a graça não podemos nada! E com a graça do Batismo e da Comunhão eucarística posso me tornar instrumento da misericórdia de Deus, daquela bela misericórdia de Deus!

Expressar na vida o sacramento que recebemos: eis, queridos irmãos e irmãs, o nosso compromisso cotidiano, mas direi também a nossa alegria cotidiana! A alegria de sentir-se instrumentos da graça de Deus, como ramos da videira que é Ele próprio, animados pela seiva do seu Espírito!

Rezemos juntos, em nome do Senhor morto e ressuscitado, e pela intercessão de Maria Santíssima, para que o Mistério pascal possa operar profundamente em nós e neste nosso tempo, para que o ódio deixe lugar ao amor, a mentira à verdade, a vingança ao perdão, a tristeza à alegria.




Consagração ao Imaculado Coração de Maria

Ó coração Imaculado de Maria, repleto de bondade, mostrai-nos o vosso amor. A chama do vosso Coração, ó Maria, desça sobre todos os homens! Nós vos amamos infinitamente! Imprimi no nosso coração o verdadeiro amor, para que sintamos o desejo de Vos buscar incessantemente. Ó Maria, vós que tendes um Coração suave e humilde, lembrai-vos de nós quando cairmos no pecado. Vós sabeis que todos os homens pecam. Concedei que, por meio do vosso materno e Imaculado Coração, sejam curados de toda doença espiritual. Fazei que possamos sempre contemplar a bondade do vosso materno Coração e convertamo-nos por meio da chama do vosso Coração. Amém.