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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

RENUNCIA DO PAPA


O QUE DIZER AOS CATEQUIZANDOS?

Vivemos em nossa Igreja, um momento sem igual na história: um Conclave, reunião para eleição de um novo papa, devido à renúncia do atual, Bento XVI.
E, é claro, nossos catequizandos vão questionar, comentar e até mesmo trazer notícias “bombásticas” que escutaram na TV ou pais comentando. Nós precisamos nos preparar para dar estas resposta porque, com certeza, seremos questionados.
Mas, não é preciso ler o Código de Direito Canônico e nem estudar para saber como se realiza um Conclave, basta ter algumas informações que interessam a eles e que possa deixá-los tranqüilos quanto ao futuro da nossa Igreja.
Mas cuidado, heim? Eles podem estar mais bem informados que vocês...

Vamos lá! Que perguntas nossos pequenos podem fazer?

Primeiro a questão Maior: POR QUE O PAPA RENUNCIOU?

A resposta está no próprio pronunciamento de Bento XVI quando pediu seu afastamento. Já em idade avançada ele, com 85 anos, diz “não ter mais forças” para exercer o cargo. Palavras do Papa:
“Estou muito consciente de que este ministério, por sua natureza espiritual, deve ser executado não apenas com obras e palavras, mas, também, e em não menor grau sofrendo e rezando. No entanto, no mundo de hoje, sujeito a rápidas transformações e sacudido por questões de grande relevo para a vida da fé, para governar a barca de são Pedro e anunciar o Evangelho, é necessário também o vigor tanto do corpo como do espírito, vigor que, nos últimos meses, diminuiu em mim de tal forma que hei de reconhecer minha incapacidade para exercer bem o ministério que me foi encomendado.”

E O PAPA PODE RENUNCIAR?

Sim. A Igreja como qualquer instituição tem normas e leis. E nessas normas e leis, o Papa pode pedir para se afastar do cargo desde que a renúncia seja feita de forma livre e manifestada por ele mesmo. Outros papas já renunciaram: Gregório XII, em 1415; Celestino V, em 1294; e Ponciano, em 235.
A renúncia do Papa Ponciano aconteceu quando ele estava em exílio na Sardenha e percebeu que jamais seria solto para voltar ao Vaticano.
O Papa Celestino V, protocolou sua renúncia porque as obrigações da função não lhe permitiam a vida de eremita que almejava.
Gregório XII renunciou devido a questões políticas. Houve uma grande crise religiosa na Igreja e como o Papa Gregório tinha 90 anos à época, e não tinha forças mais para governar a Igreja, sua renúncia fez com que um Papa mais jovem assumisse e conseguisse acabar com a crise.

COMO SE ELEGE UM NOVO PAPA?

Os cardeias do Colégio Sagrado dos Cardeais ou Colégio Cardinalício do Vaticano, se reunem naquilo que chamamos de “Conclave”, que significa “com chave” ou “às chaves”, porque eles ficam em clausura (fechados) rigorosa e permanecem incomunicáveis com o exterior até haver um Papa escolhido. Lá eles vão realizando votações até que seja escolhido o novo Papa que deverá ter dois terços dos votos. São 115 cardeais no Colégio. Vamos fazer as contas? Dividimos por 3 = 38,333... miltiplicamos por 2 (porque são dois terços) = 76, arredondamos pra 77. Então o novo Papa teria que ter mais que 77 votos. São feitas várias votações até que se chegue a essa maioria.

PODE O NOVO PAPA SER UM CARDEAL BRASILEIRO?

Até poderia, mas, acredita-se que a escolha recaía sobre um Cardeal que tenha mais experiência dentro da Igreja ou um europeu, já que a maioria dos cardeais são europeus.

Cinco cardeais brasileiros deverão participar do conclave que se reunirá para eleger o sucessor do papa Bento XVI. Para poder votar na escolha do papa, o cardeal precisa ter menos de 80 anos. O Brasil tem um total de nove integrantes no Colégio Cardinalício do Vaticano, mas quatro deles já ultrapassaram a idade limite.

Os cardeais brasileiros que poderão votar são Dom Cláudio Hummes, de 78 anos, ex-arcebispo de São Paulo e atual prefeito emérito da Congregação para o Clero, Dom Geraldo Majella Agnelo, de 79, arcebispo emérito de Salvador, Dom Odilo Scherer, de 63 anos, arcebispo de São Paulo, Dom Raymundo Damasceno Assis, de 76, arcebispo de Aparecida, e Dom João Braz de Aviz, de 64, ex-arcebispo de Brasília que atualmente mora em Roma.

POR QUE O PAPA ESCOLHE UM OUTRO NOME?

Quando o novo papa aceita o seu novo papel, é tradição que ele escolha um novo nome. Esta tradição vem do ano 533 e da eleição do Papa João II, cujo nome de nascimento era Mercurius, que é uma palavra derivada de Mercúrio, um deus pagão romano. Acreditando que um sucessor de São Pedro não podia ter um nome pagão, Mercurius escolheu mudar o nome na eleição para homenagear um papa anterior.

Enquanto alguns que seguiram João II escolheram não mudar o nome, esta prática logo se tornou comum para os novos papas. A mudança de nome também significava a nova vida que o novo papa estava começando como líder da Igreja Católica. Normalmente, o novo papa seleciona o nome do seu santo favorito ou o nome de um papa anterior que ele admira. João Paulo II escolheu o nome para homenagear o seu antecessor João Paulo I, João Paulo I escolheu o nome para homenagear os antecessores Papa João XXIII e Papa Paulo VI.

ISSO TUDO QUE ESTA SE FALANDO NA TV SOBRE ESCÂNDALOS NA IGREJA, PEDOFILIA, ETC., TER SIDO MOTIVO DA RENÚNCIA DO PAPA, É VERDADE?

Esse é um assunto delicado. A igreja tem sido atingida por uma crise a respeito de pedofilia, por um discurso que desagradou muçulmanos e por um escândalo envolvendo o vazamento de documentos privados através de seu mordomo pessoal. Em seu anúncio o papa disse: “sacudido por questões de grande relevo para a vida da fé e bem ciente da gravidade deste ato...”, portanto, ele tem consciência dos problemas da Igreja. Pois o mundo de hoje é um mundo em constantes mudanças, vemos hoje que, não só na Igreja, mas, em qualquer instituição, há assuntos que preocupam, como a total liberdade de expressão e ação de algumas pessoas. Pressões de todo tipo tem levado os seres humanos a ir pelo caminho do pecado, deixando de se preocupar com seu semelhante e cedendo as tentações das coisas “fáceis”. A nossa Igreja é feita de “homens” (sem distinção de gênero), e os homens, por vezes, são fracos. Por isso dizemos que nossa Igreja é Santa e pecadora.

Precisamos, mais do que nunca, rezar para que o novo Papa consiga levar os mais de 1,2 bilhões de católicos espalhados pelo mundo, a um caminho de santidade. E que essa santidade se espalhe pelo resto do mundo e provoque em nossos irmãos de outros credos e religiões a vontade de viver em paz, com justiça, com amor, com liberdade, respeitando toda a criação divina: homem e natureza.


Fonte:Angela Rocha

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Consagração ao Imaculado Coração de Maria

Ó coração Imaculado de Maria, repleto de bondade, mostrai-nos o vosso amor. A chama do vosso Coração, ó Maria, desça sobre todos os homens! Nós vos amamos infinitamente! Imprimi no nosso coração o verdadeiro amor, para que sintamos o desejo de Vos buscar incessantemente. Ó Maria, vós que tendes um Coração suave e humilde, lembrai-vos de nós quando cairmos no pecado. Vós sabeis que todos os homens pecam. Concedei que, por meio do vosso materno e Imaculado Coração, sejam curados de toda doença espiritual. Fazei que possamos sempre contemplar a bondade do vosso materno Coração e convertamo-nos por meio da chama do vosso Coração. Amém.