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quinta-feira, 17 de abril de 2014

Eucaristia: Sacramento do amor


A celebração da Semana Santa encontra seu ápice no Tríduo Pascal, que compreende a Quinta-feira Santa, a sexta-feira da paixão e morte do Senhor e a solene Vigília Pascal, no sábado à noite. Esses três dias formam uma grande celebração da páscoa memorial da paixão, morte e ressurreição de Jesus.

A liturgia da Quinta-feira Santa nos fala do amor, com a cerimônia do Lava-pés, a proclamação do novo mandamento, a instituição do sacerdócio ministerial e a instituição da Eucaristia, em que Jesus se faz nosso alimento, dando-nos seu corpo e sangue. É a manifestação profunda do seu amor por nós, amor que foi até onde podia ir: "Como Ele amasse os seus amou-os até o fim".

A Eucaristia é o amor maior, que se exprime mediante tríplice exigência: do sacrifício, da presença e da comunhão. O amor exige sacrifício e a Eucaristia significa e realiza o sacrifício da cruz na forma de ceia pascal. Nos sinais do pão e do vinho, Jesus se oferece como Cordeiro imolado que tira o pecado do mundo: "Ele tomou o pão, deu graças, partiu-o e distribuiu a eles dizendo: isto é o meu Corpo que é dado por vós.

Fazei isto em memória de ' mim. E depois de comer, fez o mesmo com o cálice dizendo: Este cálice é a nova aliança em meu sangue, que é derramado por vós" (Lc 22,19-20). Pão dado, sangue derramado pela redenção do mundo. Eis aí o sacrifício como exigência do amor.

O amor, além do sacrifício, exige presença. A Eucaristia é a presença real do Senhor que faz dos sacrários de nossas Igrejas centro da vida e da oração dos fiéis.

A fé cristã vê no sacrário de nossas igrejas a morada do Senhor plantada ao lado da morada dos homens, não os deixando órfãos, fazendo-lhes companhia, partilhando com eles as alegrias e as tristezas da vida, ensinando-lhes o significado da verdadeira solidariedade: "Estarei ao lado de vocês como amigo todos os momentos da vida". Eis a presença, outra exigência do amor.

A Eucaristia, presença real do Amigo no tabernáculo de nossos templos, tem sido fonte da piedade popular como demonstra o hábito da visita ao Santíssimo e da adoração na Hora Santa. Impossível crer nessa presença e não acolhê-la nas situações concretas do dia-a-dia.

Vida eucarística é vida solidária com os pobres e necessitados. Não posso esquecer a corajosa expressão de Madre Teresa de Calcutá que, com a autoridade do seu impressionante testemunho de dedicação aos mais abandonados da sociedade, dizia: "A hora santa diante da Eucaristia deve nos conduzir até a hora santa diante dos pobres. Nossa Eucaristia é incompleta se não levar-nos ao serviço dos pobres por amor."

O amor não só exige sacrifício e presença, mas exige também comunhão. Na intimidade do diálogo da última Ceia, Jesus orou com este sentimento de comunhão com o Pai e com os seus discípulos: "Que todos sejam um, como tu, Pai, estás em mim e eu em ti... que eles estejam em nós" (Jo 17,20-21).

Jesus Eucarístico é o caminho que leva a esta comunhão ideal. Comer sua carne e beber seu sangue é identificar-se com Ele no modo de pensar, nos senti mentos e na conduta da vida. Todos que se identificam com Ele passam a ter a mesma identidade entre si: são chamados de irmãos seus e o são de verdade, não pelo sangue, mas pela fé. Eucaristia é vida partilhada com os irmãos. Eis a comunhão como exigência do amor.

Vida eucarística é amar como Jesus amou. Não é simplesmente amar na medida dos homens o que chamamos de filantropia. É amar na medida de Deus o que chamamos de caridade. A caridade nunca enxerga o outro na posição de inferioridade. É a capacidade de sair de si e colocar-se no lugar do outro com sentimento de compaixão, ou seja, de solidariedade com o sofrimento do outro. Caridade é ter com o outro uma relação de semelhança e reconhecer-se no lugar em que o outro se encontra...

Na morte redentora na cruz, Cristo realiza a suprema medida da caridade "dando sua vida" e amando seus inimigos no gesto do perdão: "Pai, perdoai-lhes pois eles não sabem o que fazem." A Eucaristia não deixa ficar esquecido no passado esse gesto, que é a prova maior do amor de Deus por nós. Para isso, deixa-nos o mandamento: "Façam isso em minha memória".

Caridade solidária é o gesto de descer até o necessitado para tirá-lo da sua miséria e trazê-lo de volta a sua dignidade. A Eucaristia é o gesto da caridade solidária de Deus pela humanidade. "Eu sou o Pão da vida que desceu do céu. Quem come deste Pão vencerá a morte e terá vida para sempre".


Dom Eduardo Koaik
Bispo Emérito de Piracicaba


quarta-feira, 2 de abril de 2014

Como se preparar para uma boa Confissão e uma boa Comunhão


SOBRE OS MANDAMENTOS DE DEUS


  • Primeiro Mandamento: "Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todas as tuas forças" (Dt 6,5)
Duvidei da existência de Deus? Acreditei apenas num ser supremo? Reneguei ou abandonei a minha fé? Pensei ou afirmei que todas as religiões são boas? Procurei aprender a minha religião? Rezei todos os dias? Li livros ou revistas imorais, escritos ou jornais contrários à fé e aos bons costumes? Conservei estes escritos comigo? Emprestei-os a outros? Assisti a programas de TV ou fimes contrários à fé e aos bons costumes? Zombei da religião ou de seus ministros? Desconfiei da Misericórdia de Deus? Queixei-me de Sua Providência na doença, na pobreza e nos sofrimentos? Deixei de fazer, por muito tempo, os atos de fé, de esperança e de amor? Zombei das coisas santas? Revoltei-me contra Deus? Frequentei reuniões, cultos ou organizações contrários à minha fé, como espiritismo, umbanda, quimbanda, jorei, saravá, batuque, maçonaria, curandeirismo, seicho-no-yê, cartomantes, magia, feiticeiros, benzedeiras, adivinhos? Estou portanto comigo orações supersticiosas? Agouros? Amuletos? Figurinhas? Despachos? Acreditei ou usei horóscopos? Fiz curso de controle mental ou desenvolvimento mental e emocional ou meditação transcedental? Talvez não tenha participado diretamente nestas reuniões, cultos ou organizações contrárias à minha fé, mas deles participaram meus pais, parentes ou outros e me comprometeram indiretamente? Talvez tenha ido apenas por estudo ou curiosidade (contudo você ficou comprometido)? Coloquei as coisas do mundo, tais como riqueza, prazer, poder, fama, os meus conhecimentos, acima de Deus? Adorei a Satanás? Invoquei a satanás? Invoquei os espíritos dos mortos? Acreditei na reencarnação?
  • Segundo Mandamento: "Não pronunciarás o Nome do Senhor teu Deus em vão"
Pronunciei o nome de Deus dizendo palavras irreverentes? Roguei praga contra Deus? Ofendi a Deus com palavras? Pronunciei o nome dos Santos sem respeito? Blasfemei contra Deus? Nossa Senhora? Os Santos? Contra a Igreja? Contra os Sacramentos? Jurei falso ou sem necessidade? Prometi coisas ruins com juramento? Tenho deixado de cumprir promessas que fiz? Falei das coisas santas sem respeito?
  • Tereceiro Mandamento: "Guardarás o Domingo e Dias Santos de preceito"
Participei de Missa aos domingos e dias Santos? Cheguei tarde por própria culpa? Fui irreverente na Igreja, rindo e conversando inutilmente? Tenho trabalhado aos domingos e dias santos sem necessidade? Aproveitei estes dias para rezar mais e passar mais tempo com a família? Obriguei outros a trabalharem sem justa causa em dia santo?
  • Quarto Mandamento: "Honrarás Pai e Mãe"
Fui malcriado para com meus pais e superiores? Entristeci-os gravemente? Desejei-lhes mal? Desobedeci-lhes em coisas importantes? Zombei de pessoas pobres, idosas, aleijadas? Tive vergonha de meus pais? Neguei-lhes minha ajuda e assistência, sobretudo se velhos ou doentes? Amo a meus pais? Honro a meus pais? Perdôo-lhes? Rezo por eles?
  • Quinto Mandamento: "Não Matarás"
Expus-me ao perigo de vida sem necessidade? Tentei suicídio? Fui imoderado no comer e beber? Embriaguei-me? Usei tóxico? Injuriei os outros? Deixei de ajudar o próximo em suas necessidades espirituais ou materiais? Briguei? Alimentei pensamentos ou desejos de vingança? Tive raiva ou ódio do meu próximo? Desejei-lhe algum mal? Desejei-lhe a morte? Conservei alguma inimizade? Denunciei alguém injustamente à autoridade para tirar proveito? Pus em perigo a vida corporal ou espiritual de outros? Com palavras? Omissões? Atitudes exageradas? Temeridade na direção do carro? Convidei alguém para o pecado? Disse palavras injuriosas para o meu próximo? Aconselhei ou provoquei aborto? Fiquei triste com o bem do próximo? Dei mal exemplo?
  • Sexto e Nono Mandamentos: "Não pecarás contra a castidade" e "Não cobiçarás a mulher do próximo"
Faltei ao pudor? Despi-me diante dos outros? Cometi pecados impuros comigo mesmo (masturbação), com outros? Com animais? Provoquei tentações ou desejos impuros por más leituras, toques, filmes, bailes licensiosos, trajes indecentes? Contei piadas imorais? Procurei as ocasiões de pecado? Rezo pedindo a Deus a força de ser casto? Tive relações fora do matrimônio? Liberdades no namoro? Defendi a promiscuidade e relações pré-matrimoniais? Defendi o divórcio? O aborto? Desejei adultério? Pratiquei adultério? (este pecado deve ser considerado como violação de uma lei de Deus e não apenas uma inofensiva falta moral; o adultério destrói a família).
  • Sétimo e Décimo Mandamentos: "Não furtarás, não cobiçarás as coisas alheias"
Tenho furtado alguma coisa dos outros? Tenho furtado dinheiro dos meus pais? Cobicei as coisas alheias? Aceitei ou comprei as coisas furtadas sabendo que eram roubadas? Fiquei com coisas achadas sem procurar o dono? Planejei algum furto? Causei prejuízo de propósito ou por negligência? Paguei as minhas dívidas? Procurei reparar os danos causados? Abusei da alta dos preços? Cobrei juros excessivos? Enganei o próximo nas compras e vendas? Apelei injustamente para as leis trabalhistas para obter indenizações indevidas? Desperdicei tempo de trabalho? Retive coisas que deveria ter dado ao próximo? (a devolução faz parte do perdão do pecado)
  • Oitavo Mandamento: "Não levantarás falso testemunho"
Menti? Falei mal dos outros? Difamei? Caluniei? Fiz juízos falsos e temerários? Semeei discórdia, inimizades na família? Provoquei inimizades políticas? Exagerei as faltas dos outros? Dei falso testemunho contra o próximo? Sou critiqueiro, fofoqueiro e mexeriqueiro? Gosto de ouvir falar mal dos outros? Reparei o mal que fiz com calúnias, mexericos? (a reparação faz parte do perdão do pecado).

SOBRE OS MANDAMENTOS DA IGREJA

1) Ouvir missa inteira nos domingos e festas de guarda;
2) Confessar-se ao menos uma vez cada ano;
3) Comungar ao menos uma vez pela Páscoa da ressurreição;
4) Jejuar e abster-se de carne, quando manda a Santa Mãe Igreja;
5) Pagar dízimo, segundo o costume.


Deixei de confessar-me ao menos uma vez cada ano? Confessei-me sem contrição sincera e sem firme propósito de corrigir-me? Não cumpri a penitência imposta? Não fiz a comunhão pascal (Páscoa)? Comunguei sabendo que estava em pecado grave? Faltei ao jejum prescrito? Comi carne nos dias de abstinência? Ajudei à Igreja, participei com interesse na vida paroquial? Rezei pela Igreja? Engajei-me como apóstolo pelo exemplo e pela participação e também financeira? Obedeci às justas leis do Estado? Aproveitei-me de bens públicos ilicitamente? Usei mal ou desperdicei bens públicos? Soneguei impostos?

SOBRE OS PECADOS CAPITAIS

O Pecado contra o "Eu"

Como Templo vivo do Espírito Santo (I Cor 3, 16-17) criado à imagem e semelhança de Deus, como vai meu orgulho? Minha soberba? Minha auto-suficiência? Minha vaidade? Minha necessidade de chamar a atenção? Minha vida emocional? Conheço-me como sou? E o meu ativismo? Meu complexo de "salvador do mundo"?

O Pecado contra o "Nós"

Qual tem sido minha atitude em relação aos que tem salário insuficiente? A sub-moradia e à falta de moradia? Ao desemprego ou sub-emprego? Aos que estão passando fome ou se alimentando mal? Aos que passam frio por falta de vestuário adequado? Aos doentes, aos quais faltam remédios, atendimento e hospital? Em relação ao analfabetismo? Como tenho vivido minha pobreza evangélica? Tenho esbanjado com compras inúteis, bebidas alcoólicas, comidas exageradas, roupas que exaltam apenas a minha vaidade? Tenho pregado Jesus Cristo ou divisões, lutas de classe, discórdias? Como vai minha inveja? Meu ciúme? Meu ressentimento? Como vão as minhas amizades? Tenho amigos? Minha vida tem equilíbrio? Como vai minha família? Parentes? Vizinhos?

O Pecado contra o "Ter Bens"

Como está o dinheiro em minha vida? Como está o materialismo? Os apegos às coisas materiais: meu carro? Saber mais para poder exaltar-me?

O Pecado contra a autopreservação (autodefesa)

Como vai a minha impaciência? A minha ira? O meu desejo desordenado de vingança? O meu ódio? A minha raiva?

O Pecado contra "Alimentar-se"

Como vai a gula em minha vida? Eu vivo somente ao nível de prazer? A comida? A bebida? Tóxicos? Remédios? Tevelisão? Música? Cigarros? Café? A minha gula intelectual (em nivel de prazer)? A minha gula do saber, para exaltar-me?

O Pecado contra o "Descansar"

Como vai a minha preguiça? Como vai a minha omissão? Eu começo um trabalho e nunca consigo ir ao fim? Como está o meu lazer? Como ocupo o meu tempo?

O Pecado contra o "Sexo"

Como está a minha sexualidade? Minha imaginação? Como está o orgulho da carne? Tenho relacionamento errado? Sou permissivo?

ATO DE CONTRIÇÃO

Meus Jesus, crucificado por minha culpa, estou arrependido de ter pecado, pois ofendi a Vós, que sois tão bom. Mereço ser castigado neste mundo e no outro. Mas, perdoa-me, por piedade. Não quero mais pecar. Ajuda-me com a Vossa graça. Amém!



Este aqui encontrei no Blog  APRENDENDO A SER CATÓLICA





Como se preparar para uma boa Confissão



“Os pecados daqueles que vocês perdoarem, serão perdoados.” (Jo 20,23)
                                     
A Penitência ou Confissão é o Sacramento instituído por Nosso Senhor Jesus Cristo para que os cristãos recebam o perdão de seus pecados. Também é conhecido como o Sacramento da Reconciliação.

 Para uma boa confissão, são necessárias 5 condições:
1. Um bom exame de consciência diante de Deus;
2. Arrependimento sincero por ter ofendido a Deus e ao próximo;
3. Firme propósito diante de Deus de não pecar mais, mudar de vida, se converter;
4. Confissão clara e objetiva dos pecados a um sacerdote;
5. Cumprir a penitência indicada pelo sacerdote.

Para se realizar um bom exame de consciência, uma sugestão é refletir sobre como estamos praticando os 10 Mandamentos da Lei de Deus.

1. Amar a Deus sobre todas as coisas
Estou amando a Deus em primeiro lugar? Dedico algum tempo do meu dia para conversar com Deus, orando e lendo a sua Palavra?

2. Não tomar seu santo nome em vão
Tenho respeito pelo nome de Deus ou estou sempre usando o seu santo nome de qualquer modo? Faço juramentos falsos ou promessas em nome de Deus?

3. Guardar domingos e festas de guarda
Tenho honrado o dia do Senhor e os dias santos, participando da Santa Missa ou tenho trocado estes momentos por outros compromissos?

4. Honrar pai e mãe
Tenho amor e respeito pelos meus pais? Estou sempre disposto a ajudar meus pais em suas necessidades?

5. Não matar
Tenho respeito pela vida do meu próximo? Aconselhei ou pratiquei algo que prejudicou a vida do meu próximo?

6. Não pecar contra a castidade
Nosso corpo é Templo do Espírito Santo. Tenho respeito pelo meu corpo e pelo corpo do meu próximo?

7. Não furtar
Roubei algo ou desejei injustamente os bens do meu próximo?

8. Não levantar falso testemunho
Tenho sido leal e verdadeiro ou estou prejudicando o meu próximo com calúnias e fofocas?

9. Não desejar a mulher do próximo
Tenho sido fiel a minha esposa ou esposo? Tenho respeito pela esposa ou esposo do (a) próximo (a)?

10. Não cobiçar as coisas alheias
Tenho sido ambicioso e desonesto para conseguir algo? Tenho inveja do sucesso do meu próximo?


Lembre-se:

Pecado é tudo aquilo que fazemos que desagrada a Deus. Quando pecamos, nos afastamos de Deus e perdemos a sua amizade, por isso precisamos nos confessar para nos reconciliarmos com Deus e voltar a ter sua amizade.
Existem dois tipos de pecados, os MORTAIS (graves) e os VENIAIS (leves) e podemos pecar de 4 modos: por pensamentos, palavras, atitudes e omissões.






Como se preparar para uma boa Comunhão



Eu sou o pão vivo que desceu do céu. Quem come deste pão viverá para sempre. (Jo 6,51)

  Para se realizar uma boa Comunhão, devemos observar algumas recomendações:

1. Estar em estado de graça
Estado de graça quer dizer: ter a consciência limpa de todo pecado mortal. Quem come e bebe o corpo e sangue de Cristo indignamente, além de cometer sacrilégio, está comungando a própria condenação. (ICor 11,27-29)

2. Guardar jejum de um hora antes da Comunhão
Este jejum é conhecido como jejum Eucarístico.
Quem vai receber a Santíssima Eucaristia, deve abster-se, pelo espaço de ao menos uma hora antes da sagrada comunhão, de qualquer comida ou bebida, exceto água ou remédios. As pessoas de idade avançada e as pessoas doentes, e ainda quem cuida deles, pode receber a Santíssima Eucaristia, mesmo que dentro da hora anterior tenham se alimentado.

3. Saber o que se vai receber e aproximar-se da Sagrada Comunhão com fé, respeito e devoção
Quem comunga, deve saber o que vai receber, conhecer e acreditar firmemente no que a Doutrina católica ensina sobre este Sacramento, ou seja, Jesus Cristo está real, verdadeira e substancialmente presente na Comunhão.
Devemos receber a Eucaristia com humildade e modéstia, tanto em espírito como fisicamente, se vestindo e se comportando com o devido respeito.

4. Fazer um momento de ação de graças após a comunhão
Fazer ação de graças significa conservar-se recolhido, a honrar a presença de Nosso Senhor Jesus Cristo dentro de nós, renovando com atos de fé, esperança, caridade, adoração, agradecimento, oferecimento e de súplica, pedindo as graças que são mais necessárias para nós e para aqueles por quem desejamos rezar.

5. Permanência de Jesus em nós
Ao comungar, recebemos Jesus em corpo, sangue, alma e divindade. Devemos nos esforçar para não cometer pecados mortais, para que a graça de Deus permaneça sempre em nosso coração, através da presença real de Jesus em nós.



Veja aqui:Jardim da Boa nova

CURSO DE NOIVOS


sábado, 22 de março de 2014

Homilia do 3o. Domingo da Quaresma


 Beber água do poço 


A água é um elemento vital para o ser humano, assim como a comida. Quando Jesus utiliza estas imagens, comunica-nos algo muito além do visível, do palpável. O mais importante não é o pão de trigo ou a água do poço, mas o alimento e a bebida da vida eterna. A água é o sentido da vida, é a graça divina, o dom da salvação, o Espírito…


O Senhor nos deseja dar da água viva, mas nem sempre estamos abertos para receber este dom. Somos resistentes. No AT, o povo quer voltar para trás, duvida do êxodo, deixa morrer a esperança no Deus que salva, pois percebe que o deserto é árido. A consequência é a murmuração. Hoje também murmuramos diante das circunstâncias, deixamos a fé e a esperança morrer, com facilidade. Deus, por sua vez, convida-nos a arriscar. A samaritana também manifesta sua descrença: “é você que me dará de beber?” Deus nos concede a água viva como um dom genuíno. Mesmo diante de nossas resistências e murmurações, Ele quer nos saciar. Mas fica o alerta: sem o consentimento humano, a graça não pode acontecer.


O Evangelho deste domingo revela muitas riquezas. Apresenta um encontro entre Jesus e uma mulher samaritana. Primeiramente, observamos que se trata de um encontro que acontece no cotidiano da vida. Estavam à beira de um poço para beber água. Jesus se manifesta no comum da vida. Para encontrar o Senhor, não podemos ficar preso às regras, ao lugar correto para o culto, aos preconceitos em relação à mulher ou ao estrangeiro. É preciso assumir o verdadeiro culto “em espírito e verdade”, superando os ritualismos vazios.


A samaritana fez um conhecimento gradual de Jesus: considerado inicialmente como um desconhecido, passa a judeu inimigo, depois um homem desconcertante, mais tarde um profeta e, por fim, o Messias. Somos convidados a avançar no conhecimento do Senhor, acolhendo o dom da água viva. Não o conhecemos de uma vez só, mas ao longo de toda a nossa existência, por um processo de conversão constante.


O encontro transforma a vida da pessoa. A samaritana não seria a mesma depois do diálogo com Jesus. Quando encontramos o Senhor, a nossa vida ganha novo sentido, passa a ser uma nova vida, somos “nova criatura”. O encontro afetivo proporciona uma nova visão do mundo, da realidade… O encontro também leva à missão, por isso, a samaritana se vê impelida a ir ao encontro dos demais para proclamar que ela viu o Messias. Quem encontra o Senhor não o guarda para si, não se satisfaz com algumas experiências de satisfação espiritual, não se contenta com a prática de ritos. O encontro necessariamente nos leva à adesão do seu Reino, da missão. Quem encontrou o Senhor, deseja, sem proselitismos, fazer com que outros também o encontrem.


Junto com os catecúmenos que se preparam para os sacramentos da iniciação, recebemos o convite para escrutinar nosso coração, ou seja, olhar para dentro de si mesmo à luz do projeto divino, percebendo se estamos vivendo de acordo com a proposta do Evangelho: acolhemos a água viva e deixamos de lado as resistências? O nosso encontro com o Cristo é profundo e verdadeiro? Somos conduzidos à missão?


Quem tiver sede, venha a mim e beba. Do seu interior brotará fontes de água viva!


Pe. Roberto Nentwig


Fonte


quarta-feira, 19 de março de 2014

Oração de São José

Ó glorioso São José, que nesta Quaresma possamos, a seu exemplo, dizer obedientemente sim ao chamado de Deus.


Oração de São José








São José é o modelo de todo educador, diz Papa

No dia em que a Igreja celebra seu Padroeiro



Para Francisco, a principal característica do Esposo de Maria é ser custódio, e por isso merece todo o nosso reconhecimento e a nossa devoção. De modo especial, o Papa analisou esta característica de S. José a partir de sua perspectiva educativa, pois guardou e acompanhou Jesus no seu crescimento “em sabedoria, estatura e graça” – e foram essas três palavras que guiaram a reflexão do Pontífice.

O crescimento em “estatura” se refere ao crescimento físico e psicológico, onde José, com Maria, teve uma atuação mais direta procurando que nada faltasse na criação de Jesus e libertando-O das dificuldades, como a ameaça de morte vinda de Herodes que os levou à fuga para o Egito.

Quanto à educação na “sabedoria”, José foi para Jesus exemplo e mestre, deixando-se sempre nutrir pela Palavra de Deus. A Palavra ensina que o princípio da sabedoria é o temor do Senhor. Temor não no sentido de medo, mas de respeito sagrado, de adoração, de obediência à sua vontade que busca sempre o nosso bem.

No que se refere à dimensão da “graça”, a influência de José consistia em favorecer a ação do Espírito Santo no coração e na vida de Jesus. De fato, José educou Jesus, em primeiro lugar, com o exemplo: o exemplo de um homem justo que sempre se deixava guiar pela fé. “Seria um grave erro pensar que um pai e uma mãe não podem fazer nada para educar os filhos a crescerem na graça de Deus. José o fez de modo realmente único, insuperável”, disse Francisco, que conclui ressaltando que José é modelo de todo educador, em especial de todo pai. “Confio à sua proteção todos os pais, os sacerdotes, e aqueles que têm uma tarefa educativa na Igreja e na sociedade.”

O Papa saudou de modo especial todos os pais presentes na Praça, já que hoje na Itália se comemora o Dia dos Pais. O Pontíficie pediu a todos eles que estejam próximos a seus filhos como o fez José, e os ajude a crescerem em “sabedoria, estatura e graça”. E lhes agredeceu por tudo o que fazem por seus filhos, rezando com os fiéis na Praça um Pai-Nosso.

Antes da Audiência Geral, na Casa Santa Marta, o Papa acolheu uma delegação de 20 pessoas representando os participantes do Congresso sobre “Chiara e as religiões: juntos rumo à unidade da família humana”.

O Congresso está sendo realizado no Centro Mariapoli de Castelgandolfo, com a participação de 250 membros de várias tradições religiosas e provenientes de 20 nações.

Na Audiência com o Santo Padre, o grupo foi acompanhado pelo Presidente do Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso, Card. Jean-Louis Tauran.




sexta-feira, 14 de março de 2014

ROTEIROS DE ENCONTROS - CF 2014 ( 08 A 10 anos)





ENCONTROS CATEQUÉTICOS – CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2014

PARA O 1º E 2º TEMPO (8 A 10 ANOS)

Para as crianças mais pequenas, os encontros do livrinho foram formatados em apenas dois encontros. Pode-se utilizar um dos encontros para passar o filme e o outro para trabalhar o tema.

01 - PRIMEIRO ENCONTRO - O valor de todo ser humano.

01 - Desenvolvimento do encontro

Preparação do local: Colocar em destaque o cartaz da Campanha da Fraternidade e a Bíblia. Prepara uma folha com três colunas e com os títulos: coisa barata, coisa muito caras, o que não tem preço. Trazer figuras de pessoas de variadas etnias, idades, situação social e anúncio de produtos que estão a venda.

Apresentação do tema: O catequista vai conversar sobre a Campanha da Fraternidade, verificando o que os catequizandos já sabem sobre isso. Outras campanhas podem ser lembradas. Como ela é feita na Quaresma, temos aí uma oportunidade de explicar o significado desse tempo litúrgico que nos convida a uma revisão de vida.

Serão apresentados o cartaz e o tema, com uma explicação do significado geral de tráfico humano (trabalho escravo, exploração de atividade sexual, venda de crianças para adoção ilegal e comércio de órgãos) adaptada à idade e à sensibilidade dos catequizandos. Aí pode comparar o que o grupo já sabe sobre o processo de escravidão vivido em outros tempos com os tipos de escravidão que podem ocorrer ainda hoje.

a) Podemos vender coisas e não pessoas. Por quê? – (Trabalhar em forma de debate)

Todos os dias vemos anúncios que mostram como é o nosso sistema de compra e venda (apresentar recortes de anúncios publicados em revistas, folhetos e jornais, com o preço de cada mercadoria anunciada). Por que algumas coisas são mais caras do que as outras?

Devemos comprar tudo que desejarmos? Há pessoas que só se sentem valorizadas se estiverem usando o que a propaganda diz que é indispensável. Mas quem será que tem mais valor: o jovem (ou a criança) que vive exigindo dos pais tudo o que os colegas estiverem usando ou quem sabe fica sem alguma coisa quando percebe que isso vai ser um sacrifício para os pais? O que é mais valioso para nós: um presente caro ou a alegria de estarmos sendo os melhores amigos dos nossos pais e de todos que cuidam de nós? Vale mais um brinquedo, uma roupa da moda, ou a amizade, a ajuda dos amigos e da família, a descoberta de nossas próprias qualidades? Há coisas que podemos comprar e outras (mais preciosas ainda) que não tem preço.

O catequista apresenta a folha com as três colunas. Os anúncios serão colados nas duas primeiras colunas e as figuras das pessoas na última:


a) Uma história que nos dá bom exemplo

- Passar o filme ou trechos do filme com a história de Pinóquio:

O filme completo de Walt Disney pode ser encontrado no Youtube neste endereço:
http://www.youtube.com/watch?v=Ps3jiJKC2ls , usar um programa do seu PC para baixar. Ele tem 1h27 no total. Se optar por passar o filme completo, deixar as reflexões para um próximo encontro, relembrando as passagens que temos que refletir.

Refletindo...

Vamos pensar um pouco na história do Pinóquio. Gepeto era um fabricante de brinquedos, vivia disso: fazia os brinquedos e vendia. Um brinquedo mais caprichado, com mais recursos, certamente seria mais caro. Gepeto, porém, queria algo muito especial: não queria ser o melhor fabricante de brinquedos do mundo, queria ter um filho para amar. Fez o Pinóquio com muito cuidado, mas só ficou contente de verdade quando o boneco ganhou vida: agora ele poderia lhe trazer muita fama, ele não iria nunca querer vender, porque era amado como algo que não tem preço. O que havia no Pinóquio agora que fazia dele algo tão especial?

Gepeto pode nos fazer pensar no nosso Deus. Ele criou muitas coisas, mas ao fazer os seres humanos, pensou neles como filhos a serem amados. Com certeza, toda a criação merece ser bem cuidada, mas as pessoas que Deus tanto ama, e que são também capazes de amar, precisam ter um tratamento especial.

Quando o tráfico de pessoas leva gente para longe de tudo, não é somente a vida daquela pessoa que está sendo estragada; todo um futuro bom para muitos outros está deixando de existir quando se impede uma pessoa de desenvolver livremente seus dons, de criar coisas boas com liberdade, de cuidar bem daquelas a quem ama.

b) Alguém poderia dizer que não tem nada a ver com isso?

Quando alguém da nossa família é maltratado, achamos que não temos nada a ver com isso? Somos todos, parte de uma família maior de filhos e filhas de Deus. De alguma forma, tudo que é feito a outro ser humano nos atinge. Quando respeitamos o outro, estamos indicando que queremos ser respeitados e estamos ajudando a perceber como esse respeito é importante para todos.

Leitura Bíblica – Lucas 15, 1-7

Jesus um dia contou uma parábola que alguns acham estranha. Está em Lucas 15, 1-7. Ele pergunta; quem, tendo cem ovelhas e perdendo uma deixa as 99 no deserto e vai atrás daquela que se perdeu? Se ele estivesse mesmo falando de ovelhas, era fácil achar que, tendo 99, dá para se conformam com a perda de uma. Mas as ovelhas aí representam as pessoas e ele estava querendo dizer que nenhuma pessoa deve ficar perdida, porque o valor de cada uma é imenso. Pessoas não têm preço, cada uma é um tesouro sem fim.


Quem segue Jesus não pode se conformar com a injustiça feita a qualquer pessoa, nenhuma vida pode ser desrespeitada. Quem faz tráfico de pessoas (enganado e escravizando trabalhadores e crianças, transformando relacionamentos sexuais em fonte de lucro) está tratando um ser humano como se fosse uma mercadoria. Jesus nunca iria concordar com isso! Para Deus, todos somos amados, especiais e importantes. A Bíblia nos mostra que Ele nos acompanha e nunca desiste de nós.

Oração final

Oração da Campanha da Fraternidade 2014

Ó Deus, sempre ouvis o clamor do vosso povo
e vos compadeceis dos oprimidos e escravizados
fazei que experimentem a libertação da cruz
e a ressurreição de Jesus.
Nós vos pedimos pelos que sofrem
o flagelo do tráfico humano.
Convertei-vos pela força do vosso espírito,
e tornai-nos sensíveis às dores destes nossos irmãos.
Comprometidos na superação deste mal,
vivamos como vossos filhos e filhas,
na liberdade e na paz.
Por Cristo nosso Senhor.
AMÉM!


02 –SEGUNDO ENCONTRO - O que é liberdade? Como se garante?

Ao Catequista

Liberdade é um conceito básico no problema do tráfico de pessoas. Aparece também com destaque no lema da nossa CF: “Foi para a liberdade que Cristo nos libertou” (Gl 5,1). Mas há quem pense que a liberdade é fazer o que quiser, sem perceber o quanto está sendo dominado por seduções externas ou por sua própria acomodação. Fazer escolhas é fundamental para o ser humano. O próprio Deus, ao

nos dar livre arbítrio, nos fez diferentes de um robô tecnologicamente muito avançado. No caso do tráfico de pessoas, a falta de liberdade começa com a falta de recursos para viver, com a carência que leva a buscar caminhos arriscados, com oportunidades negadas em outros campos. Mas o traficante também não é livre já que, escravo do dinheiro, perdeu a noção de dignidade humana.

Nossas crianças e adolescentes, muitas vezes, pensam que estão sendo livres quando, na verdade, estão sendo dominadas pelas propagandas, pela pressão de grupos, por condicionamentos não identificados. Vamos destacar duas condições básicas para que haja de fato a liberdade:

a. Ter possibilidade de escolhas dentro de um sistema justo;
b. Saber, em primeiro lugar, dominar a si mesmo.
c. Responsabilidade sem liberdade é tirania; liberdade sem responsabilidade é perigosa anarquia, que acaba prejudicando a todos. Na realidade atual, preparar as crianças para viver a liberdade com responsabilidade, com justiça, com sabedoria e com caridade é uma tarefa premente.

Desenvolvimento do Encontro

Preparação do local: Colocar em destaque a Bíblia e o cartaz da CF. deixar também disponível o material usado no encontro anterior. Preparar o quadro a ser completado sobre a liberdade.

Apresentação do Tema

“Foi para a liberdade que Cristo nos libertou” (Gl 5,1) é uma frase de Paulo numa carta escrita a uma comunidade que precisava saber quais regulamentos deveria cumprir para seguir Jesus. Aí ele fala de liberdade diante de certos costumes dos judeus, mas diz que essa liberdade não deve ser usada para fazer o que é errado, deve ser uma liberdade vivida “com amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, lealdade, mansidão e domínio próprio” (Gl 5, 22-23).


- Convidar os catequizandos a preencher o quadro abaixo,com o resultado da conversa sobre o lema da CF.

Liberdade é para ser vivida...

Com amor...

querendo o bem do outro.
Em paz...

sem agredir ninguém.
Com paciência...


Com amabilidade...


Com bondade...


Com lealdade...


Com mansidão...


Com domínio próprio...



Uns pensam que são livres, mas não são.

Pensemos no último requisito da nossa lista: domínio próprio. Liberdade não é simplesmente fazer o que quiser, sem se importar com as consequências. Um dependente de drogas pode até dizer: sou livre, ninguém manda em mim, uso drogas porque quero. Mas ele não é livre, está dominado por um desejo que não consegue controlar e que vai ser explorado por quem está ganhando dinheiro com isso. O mesmo pode se dizer de quem não controla sua gula, sua preguiça, seu uso de dinheiro, seu desejo sexual, sua língua, sua violência...

Outros são forçados a entregar sua liberdade.

Uns perdem a liberdade porque são enganados: é o que acontece no processo atual de tráfico de pessoas. O traficante promete uma boa situação, convence a pessoa a sair do seu lugar e depois, quando ela está desamparada, obriga-a a fazer o que vai dar a ele um lucro desonesto.


A extrema pobreza também pode levar uma pessoa a ser vítima desse processo: como não tem meios de sustentar (ou de criar os filhos), acaba se colocando a serviço de quem não vai tratá-la com dignidade, não vai respeitar seus direitos e vai até obrigá-la a fazer algo errado.

Temos duas situações de perda de liberdade na história do Pinóquio

A história do Pinóquio não é só brincadeira da imaginação: é uma espécie de parábola para fazer refletir sobre o comportamento dos seres humanos em geral. Dois episódios dessa história têm muito a ver com a nossa conversa de hoje:

1. Pinóquio é convidado a ir para a Ilha dos Prazeres. Lá ninguém precisa seguir as regras, cada um pode fazer o que quiser, sem se importar com nada. Parece ótimo, não é? Mas isso vai criando uma falta do tal “domínio próprio”. Pinóquio consegue perceber a tempo que ali as pessoas eram transformadas em burrinhos (porque há falta de sabedoria, na verdade, quando alguém se deixa levar por propostas desse tipo) que depois eram vendidos (ou seja, outros saiam lucrando com esse descontrole, enganando quem pensava que ia viver melhor). Pinóquio consegue escapar da Ilha dos Prazeres (que de fato devia se chamar Ilha da Falsa Liberdade). Não seria bom se todas as pessoas conseguissem recuperar sua liberdade nesse tipo de situação?

2. Logo no começo da sua transformação, quando deixa de ser um simples brinquedo inanimado, mas ainda é muito inocente para perceber os perigos da vida, Pinóquio é enganado por dois trapaceiros que lhe prometem sucesso como artista, mas de fato o estão vendendo a um desonesto dono de teatro de marionetes. E lá fica ele preso depois do espetáculo enquanto seu novo dono conta o dinheiro que ganhou. Pinóquio é libertado pela ação da fada. E, na vida real, como poderia ser feita a libertação das pessoas que foram vítimas de trapaças parecidas com essa?

Leitura Bíblica: Gn 3

Será que Deus não poderia ter criado as pessoas para fazerem só o bem, sem possibilidades de escolhas erradas? Se Ele tivesse feito isso seríamos apenas robôs. Sem capacidade de escolha não haveria amor verdadeiro, generosidade e tantas outras coisas que fazem as pessoas serem tão especiais. Desde o começo, a Bíblia nos mostra seres humanos, a humanidade representada em Adão e Eva, com capacidade de escolher. Se escolhemos desobedecer as leis de Deus, criamos um mundo que não é um castigo de Deus, é consequência de falta de sabedoria na escolha. Se formos inteligentes, faremos o que Deus pede porque, como um bom Pai, tudo que Ele nos manda fazer é para o nosso bem.


Oração Final:

Escutar e refletir - Hino da campanha da fraternidade ( CD)


É para a liberdade que Cristo nos libertou, Jesus libertador!
É para a liberdade que Cristo nos libertou
!

1 - Deus não quer ver seus filhos sendo escravizados,
À semelhança e à sua imagem, os criou.
Na cruz de Cristo, foram todos resgatados
Pra liberdade é que Jesus nos libertou!

2 - Há tanta gente que, ao buscar nova alvorada,
Sai pela estrada a procurar libertação;
Mas como é triste ver, ao fim da caminhada,
Que foi levada a trabalhar na escravidão!

3 - E quantos chegam a perder a dignidade,
Sua cidade, a família, o seu valor.
Falta justiça, falta mais fraternidade
Pra libertá-los para a vida e para o amor!

4 - Que abracemos a certeza da esperança,
Que já nos lança, nessa marcha em comunhão.
Pra novo céu e nova terra da aliança,
De liberdade e vida plena para o irmão…



Consagração ao Imaculado Coração de Maria

Ó coração Imaculado de Maria, repleto de bondade, mostrai-nos o vosso amor. A chama do vosso Coração, ó Maria, desça sobre todos os homens! Nós vos amamos infinitamente! Imprimi no nosso coração o verdadeiro amor, para que sintamos o desejo de Vos buscar incessantemente. Ó Maria, vós que tendes um Coração suave e humilde, lembrai-vos de nós quando cairmos no pecado. Vós sabeis que todos os homens pecam. Concedei que, por meio do vosso materno e Imaculado Coração, sejam curados de toda doença espiritual. Fazei que possamos sempre contemplar a bondade do vosso materno Coração e convertamo-nos por meio da chama do vosso Coração. Amém.