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terça-feira, 13 de setembro de 2011

14 de setembro - Exaltação da Santa Cruz

A FONTE QUE PURIFICA


"Do mesmo modo como Moisés levantou a serpente no deserto, 
assim também será levantado o Filho do Homem, a fim de que
todo o que nele crer tenha a vida eterna" (Jo 3,14-15)


No dia 14 de setembro, a Igreja celebra a Exaltação da Santa Cruz. Essa festa nasceu em Jerusalém, nos primeiros séculos do cristianismo. Conforme a tradição popular, as comemorações tiveram início no ano 326, quando Santa Helena encontrou a cruz de Jesus Cristo. A sua celebra­ção estendeu-se com grande rapidez pelo Oriente e pouco depois por toda a cristandade. 


Contam os historiadores, que no ano 614, os persas saquearam Jerusalém, destruíram muitas igrejas e apoderaram-se da santa cruz. No entanto, após intensa batalha, no ano 628, as relíquias foram recuperadas pelo imperador bizantino, Heráclio. 

Segundo uma piedosa tradição, quando seus soldados recuperaram a santa cruz, o imperador Heráclio quis carregá-la pessoalmente ao Monte Calvário, de onde havia sido retirada. Então, Heráclio foi buscá-la acompanhado de seus súditos e cor­tejado com toda a pompa dispensada a um monarca. Vestido com suas belas roupas, coroa e muitas jóias, colocou a cruz sobre seus ombros e se pôs a caminho. Mal iniciou o trajeto, a cruz foi aumentando gra-dativamente seu peso. A cada passo, o peso ia se tornando insuportável. Já pensava em desistir, quando Zacarias, bispo de Jerusalém, fez-lhe ver que, para levar nos ombros a santa cruz, deveria desfazer-se das insígnias imperiais, e imitar a pobreza e a humildade de Cristo que, para carregá-la, despojou-se de tudo. Heráclio, numa demonstração de humildade, acatou a sugestão, trocou suas ricas vestimentas por uma túnica e, descalço, conseguiu forças para levar a santa cruz até o ponto mais alto do Calvário. 

Este fato comprova que é impos­sível carregarmos a cruz diária reco­bertos de supérfluos, e que não existe evangelho sem cruz. Relutamos em aceitar a dor, maldizemos as tribula­ções, e isso torna o peso do madeiro insuportável. A revolta diante da cruz da doença e das perdas diárias amplia o sofrimento. Para que a cruz do dia a dia se torne mais leve e possamos aceitá-la com resignação, basta lembrar que Jesus, em seu cal­vário, só por amor, aceitou a vontade do Pai e derramou todo seu sangue para nos salvar. A aceitação ameniza a angústia e a dor, é o fermento que nos faz crescer e transforma a cruz em fonte de purificação da alma. 




Fonte: Revista Milícia da Imaculada, set.2009.
Texto: Jorge Lorente


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Consagração ao Imaculado Coração de Maria

Ó coração Imaculado de Maria, repleto de bondade, mostrai-nos o vosso amor. A chama do vosso Coração, ó Maria, desça sobre todos os homens! Nós vos amamos infinitamente! Imprimi no nosso coração o verdadeiro amor, para que sintamos o desejo de Vos buscar incessantemente. Ó Maria, vós que tendes um Coração suave e humilde, lembrai-vos de nós quando cairmos no pecado. Vós sabeis que todos os homens pecam. Concedei que, por meio do vosso materno e Imaculado Coração, sejam curados de toda doença espiritual. Fazei que possamos sempre contemplar a bondade do vosso materno Coração e convertamo-nos por meio da chama do vosso Coração. Amém.